
É, caros amigos... coisas da minha cabeça maluquinha... ou uma realidade escondida? Não sei. Só sei que não sou a única a, nesses dias, ficar pensando sobre o que é a "beleza feminina". Saiu em todos os jornais, telejornais, revistas, programas vazios e bocós de televisão, dentre outros de variados veículos de comunicação (ou não).
Tudo bem, já sei que quando falo a expressão "mulher bonita" o binômio rostinho/

corpinho lindo que surge em sua cabeça não é o de
Roseanne Barr em "Ela é o diabo". Não. Com certeza, não. Mas, será que é o de Kate Moss? Uma magricela que não tem carne nos braços? Com cara de quem acabou de acordar de um longo período de catalepsia, por causa da qual foi enterrada viva?
Fiquei estarrecida quando vi, na semana passada na tevê, alguém ligado a "indústria da moda" dizer que "o padrão estético de beleza, de corpo perfeito (?) nunca ia mudar". "Pelamordedeus", não poderia deixar de me manifestar contra esse absurdo! As modelos - me desculpem - mas elas mais parecem cabides e aquelas que tem o corpo mais feminino, mais real, com curvas e simetria, são chamadas, inescrupulosamente, de gordas. Ou então, no caso de Fillipa Hamilton, uma mulher de 23 anos, com 1,78 de altura e 54 (eu disse cinquenta e quatro!!!) quilos ser chamada de gorda e demitida da Ralph Loren, (que, diga-se de passagem, já tinha dado uma enorme mancada "photoshopando" ao máximo a imagem de Fillipa até que a cabeça dela saísse do corpo, de tanto que diminuíram o quadril).
Fiquei muito feliz com a iniciativa da modelo Lizzie Miller, considerada "gordinha", posar nua em fotos. Com sua beleza suave e suas formas arredondadas, femininas e sensuais, ela mostrou que uma mulher "real", com manequim acima de 36, pode ser bonita e se sentir assim. Este texto não é uma apologia à gordura, à flacidez, a se comer no almoço um big mac e na janta uma pizza tamanho família de muzzarela e calabresa com catupiry, nem nada disso. Até porque eu mesma estou na academia para perder os quilos extras. Mas há uma diferença entre preocupação com a saúde, e até mesmo com a beleza e a neurose, bulimia, anorexia incentivadas pela própria mídia, porque a moda nao deixa de ter certo poder nos veículos de comunicação.
A ditadura da beleza está ultrapassando tanto seus limites, que se autodestruirá. Claro, há casos ainda de - especialmente - adolescentes que recorrem a dietas impossíveis e absurdas com o intuito de parecer ter virado faquir para ter um espaço no restrito (e cruel) mundo da "moda". Mas, me parece, que outras Lizzies aparecerão. Até porque, a mulher do futuro tende a ser mais gordinha que as de hoje, conforme você lê
aqui. Com mais atitude e felicidade. E real beleza...