sábado, 5 de dezembro de 2009

Sobre a vida e a morte

Ontem ao acordar fui ver as notícias do dia, como de costume e me deparei com a morte da atriz Leila Lopes. Primeiro fiquei pensando: “Nossa, ontem o Lombardi, hoje ela...”, mas a cada site jornalístico que eu visitava mais eu ficava chocada com as informações e com pena dessa pobre mulher.

Leila Lopes nunca foi uma grande estrela. Mas morreu tentando ser.
 Imagino que ela não tinha uma vida fácil como muitos pensam que é a vida glamourosa de uma atriz. Sem pai, sem mãe, sem filhos e sem o marido (que ela dizia ser o grande amor de sua vida e do qual era separada). Sem ninguém.
A imagino com uma vida vazia e melancólica, tentando realizar coisas, ser o que talvez nunca tenha conseguido ser.

 
Muitas vezes em que a vi dando entrevistas (na maior parte delas em programas televisivos de gosto duvidoso) sentia que ela não era uma pessoa muito equilibrada, ou pelo menos a mim não aparentava ser.

É uma pena que no afã de realizar o que queria ela se perdeu pelo caminho, enveredando por vias confusas e tortuosas. Talvez ela não tenha suportado a dor de se expor tanto, por tão pouco.

Sinto muito por essa moça que quis ser diva. Que quis apenas ser feliz.

É uma pena que apenas em sua morte eu como tantos outros jornalistas tenhamos resolvido falar sobre ela.

Sua atitude não se justifica. Mas se compreende.
Que ela possa enfim ter a paz de que precisava...

Beijos a todos e todas!

4 comentários:

Gilvania disse...

Meninas, adorei o blog. Parabéns!
Gostei muito desse texto a respeito da morte da Leila Lopes, exprime muito do que pensei exatamente no momento em que li a matéria.
Aline e Thais, beijos e parabéns novamente!

Thaisel disse...

Amiga, é verdade! Que ela tenha encontrado a paz de que precisava...

Helô disse...

Pois é, Aline. Infelizmente, notícias de tragédias são o que impulsiona a venda de jornais e revistas no mundo inteiro. Meu desejo para 2010 é que todos possamos olhar mais para dentro de nós e menos para as capas de "Caras".
Parabéns pelo blog.

Aline disse...

Querida Hello,
Desejo o mesmo para todos nós. O ser humano anda vazio demais. É uma pena que Leila não terá uma segunda chance para fazer diferente. Muito obrigada pela visita, apareça sempre. Beijos